quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fla vence, vai a segundo e São Paulo pode terminar a rodada fora do G-4


Rubro-negro é superior e conquista sua terceira vitória seguida. Tricolor perde a terceira consecutiva e vê pressão sobre Carpegiani aumentar

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
 Uma vitória com o dedo do técnico. O Flamengo dominava o São Paulo, rondava com muito perigo o gol de Rogério Ceni, mas a bola não entrava. Foi então que Vanderlei Luxemburgo resolveu agir. Colocou Negueba e Bottinelli em campo. A dupla de reservas (com importante participação de Thiago Neves) fez a jogada que garantiu a justa vitória por 1 a 0, levando a equipe rubro-negra à vice-liderança do Brasileirão 2011, com 16 pontos, três a menos que o Corinthians, que bateu o Vasco por 2 a 1 e ainda tem um jogo atrasado. No entanto, o Fla pode cair para o quinto lugar ao fim da rodada, caso Botafogo, Palmeiras e Figueirense vençam nesta quinta-feira.
Do lado do Morumbi, segue a queda livre. Foi a terceira derrota seguida de um time que parece ter perdido o rumo. Sem Lucas, que está na Seleção Brasileira que disputa a Copa América, o Tricolor virou um time acéfalo. Nem mesmo Rivaldo, que entrou no segundo tempo, melhorou as coisas.
O novo tropeço volta a colocar forte pressão em cima de Paulo César Carpegiani, muito criticado por conselheiros e torcedores. Para piorar, de líder após cinco vitórias iniciais, o time pode perder sua vaga no G-4 na oitava rodada. Para isso, basta que dois times entre Palmeiras, Botafogo e Figueirense vençam seus jogos nesta quinta-feira, contra América-MG, Atlético-GO e Coritiba, respectivamente.
As duas equipes voltarão a campo no fim de semana. No sábado, o São Paulo tentará dar fim à crise enfrentando o Cruzeiro, às 18h30m, no Morumbi. No dia seguinte, o Flamengo fará o clássico da rodada contra o rival Fluminense, às 16h.
 
Após início equilibrado, Fla domina primeiro tempo
No Flamengo, a grande novidade foi a estreia do volante Airton, contratado junto ao Benfica. No São Paulo, em vez da formação mais cautelosa, com quatro volantes, usada com sucesso nas vitórias sobre Fluminense e Atlético-MG, Paulo César Carpegiani preferiu formar o time com Marlos mais recuado, vindo com a bola de trás, e Dagoberto e Fernandinho formando a dupla de ataque.
A  primeira etapa teve duas partes distintas. Nos primeiros 15 minutos, o São Paulo surpreendeu o Flamengo com forte marcação na saída. Com os espaços bem preenchidos no meio-campo, o Tricolor controlou a posse de bola. Aos 11, Felipe saiu da meta e evitou gol de Fernandinho. O Flamengo respondeu em chute perigoso de Thiago Neves.
Ronaldinho em ação na partida contra o São Paulo (Foto: VIpcomm)Ronaldinho deu trabalho para a defesa do São Paulo no primeiro tempo do jogo no Engenhão (Foto: VIpcomm)
A partir dos 15, começou a outra etapa do primeiro tempo, na qual os rubro-negros foram bem superiores. Basicamente porque Ronaldinho Gaúcho, mesmo com pouca movimentação pelo lado esquerdo, começou a fugir da marcação. Ele apareceu com perigo em três lances. No primeiro, acertou a trave de Ceni em cobrança de escanteio. No segundo, exigiu boa defesa do camisa 1 em cobrança de falta. Na sequência desse lance, o Tricolor armou contra-ataque, e Fernandinho perdeu grande chance. Na terceira, o camisa 10 só não marcou porque demorou a chutar e permitiu corte de Xandão.
Preocupado com o crescimento do craque rival, Carpegiani fez uma inversão no time. Jean saiu da lateral e foi para o mei,o e Wellington, melhor marcador, foi atuar pela direita. Isso também era uma tentativa de fazer o time ter saída pelo meio. Não deu certo. Até o intervalo, o Fla esteve mais perto do primeiro gol.
Banco resolve para o Fla
A etapa final trouxe um Flamengo copiando a estratégia são-paulina no começo da partida: pressionar a saída da defesa tricolor, que rifava a bola o tempo todo. Aos cinco, jogada polêmica:  Ronaldinho Gaúcho invadiu a área e caiu instantes depois de ser levemente tocado por Wellington. O árbitro Márcio Chagas da Silva nada viu de irregular e mandou o jogo seguir. Aos 11, Rodrigo Souto evitou gol de Deivid , salvando em cima da linha.
No banco tricolor, Carpegiani não escondia a preocupação com a apatia de sua equipe. Tanto que chamou Rivaldo para entrar e tentar segurar a bola no meio-campo. O camisa 10 entrou na vaga do apagadíssimo Fernandinho. Luxemburgo respondeu com duas alterações: Bottinelli e Negueba, nas vagas de Airton e Deivid. O treinador pôs o garoto da Seleção sub-20 bem aberto pela direita, em cima de Juan, que já tinha cartão amarelo. Carpegiani, então, deslocou Carlinhos Paraíba para a esquerda para ajudar o camisa 6. Aos 24, o São Paulo deu seu primeiro chute ao gol adversário: Rivaldo, de primeira, exigiu boa defesa de Felipe.
Depois de muito pressionar, o Flamengo finalmente transformou sua superioridade em vantagem no marcador. Negueba desceu pela direita e cruzou para Thiago Neves, que fez ótimo corta luz. Bottinelli bateu no contrapé de Rogério Ceni:1 a 0.
Felipe dá susto no Engenhão
 Aos 30, momento de tensão no Engenhão. O São Paulo foi ao ataque, e Marlos dividiu a bola com o goleiro Felipe. O pé direito do jogador atingiu a cabeça do goleiro, que perdeu os sentidos e chegou a tremer, caído no gramado. Após os gritos desesperados dos jogadores em campo, o departamento médico flamenguista entrou em campo. Uma ambulância chegou a ser solicitada, mas aos poucos, o camisa 1 rubro-negro acordou. E seguiu em campo. Nos minutos finais, o São Paulo até buscou o empate na base do "abafa", mas o Flamengo soube segurar a pressão.
FLAMENGO 1 X 0 SÃO PAULO
Felipe; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Junior Cesar; Airton (Botinelli), Willians, Renato e Thiago Neves (Luiz Antônio); Ronaldinho e Deivid (Negueba).Rogério Ceni; Jean, Xandão, Rhodolfo e Juan; Rodrigo Souto, Wellington (Henrique), Carlinhos Paraíba e Marlos; Dagoberto e Fernandinho (Rivaldo).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.Técnico: Paulo César Carpegiani.
Data: 06/07/2011. Horário: 21h50m (de Brasília). Local: Engenhão. Árbitro:Márcio Chagas da Silva-RS (ASP-Fifa) . Auxiliares: Altemir Hausmann-RS (Fifa) e Roberto Braatz-PR (Fifa).
Cartões amarelos:Airton e Ronaldo Angelim (Flamengo); Xandão, Rodrigo Souto e Juan (São Paulo)
Público: 15.790 pagantes. Renda: R$ 465.260, 00
Gol:Botinelli, aos 26min do segundo tempo

07/07/2011 10h38 - Atualizado em 07/07/2011 10h47 Giba comanda virada sobre os EUA, e Brasil vai às semis da Liga Mundial


Após primeiro set para esquecer, seleção soma três pontos e disputa liderança da chave com a Rússia, nesta sexta-feira, às 8h30m (de Brasília)

Por GLOBOESPORTE.COMGdansk, Polônia
O início pífio deu a impressão de que o Brasil sofreria como na véspera. Mas Giba chamou a responsabilidade, mostrou a mesma qualidade de quando foi eleito melhor jogador do mundo e comandou a virada brasileira sobre os Estados Unidos, nesta quinta-feira, na Ergo Arena. Com 3 sets a 1 no placar, parciais de 15/25, 25/22, 25/22 e 25/15, a seleção conquistou três pontos, se classificou para as semifinais da Liga Mundial 2011 e mandou os algozes das Olimpíadas de Pequim de volta para casa.
Nesta sexta-feira, a seleção volta à quadra contra a Rússia,  já classificada para as semifinais da competição, em confronto direto pela liderança do Grupo F. A partida acontece às 8h30m (horário de Brasília).
vôlei brasil eua  (Foto: divulgação / FIVB)Jogadores se abraçam após reação: vitória de virada por 3 sets a 1 (Foto: divulgação / FIVB)
Um set para esquecer
O Brasil entrou em quadra com a mesma formação que conseguiu a virada sobre Cuba na véspera: Serginho como líbero, Murilo e Giba nas pontas, Théo de oposto, Bruninho na armação e Lucão e Sidão na rede.

A partida começou disputada ponto a ponto, com Lee sendo o mais acionado e eficiente do lado americano. Bruninho, por outro lado, tentava variar as jogadas entre Théo, Lucão e Giba. Os adversários conseguiram se distanciar no placar após dois lances duvidosos, que geraram reclamação do time verde e amarelo. Por duas vezes, a arbitragem não marcou toque do bloqueio após ataque de Murilo, e os Estados Unidos abriram quatro pontos em 13/9.
Bernardinho antecipou a inversão, mas Marlon e Vissotto pouco contribuíram e logo voltaram para o banco. A seleção se desconcentrou e viu os rivais, no serviço de Anderson, alcançarem nove pontos de vantagem em 21/12. Nem com a formação inicial restabelecida a equipe conseguiu reverter o placar: erros em sequência, uma invasão de Sidão pelo alto e um ataque de Priddy na diagonal deram números finais ao set: 25/15.
Mesmo com pressão, o Brasil reage
No segundo set, o Brasil se encontrou. Bruninho passou a explorar mais as jogadas com Giba e Murilo. Quando as pontas foram marcadas, Lucão fez a diferença. O central marcou três pontos seguidos, dois de bloqueio e um de ataque, deixando a seleção com 6/1 no placar.
De volta da parada técnica, os americanos encaixaram uma grande série e, com Stanley e Anderson no saque, dizimaram a vantagem brasileira e empataram em 12/12. Giba, que virou duas vezes para manter a seleção à frente, teve que segurar os ânimos dos colegas em novo erro da arbitragem – depois o juiz de rede assumiu a falha na marcação. O placar seguiu apertado mas, se o saque americano complicava a vida brasileira, o camisa 7 voltava a colocar a bola no chão. No final, com a inversão feita, Vissotto marcou seu primeiro ponto no jogo e fechou a parcial em 25/22.
Giba neles!
No início da terceira parcial, Sidão se destacou. O central fez três pontos de ataque e também se manteve bem no bloqueio. Enquanto os americanos abusavam dos erros e se preocupavam mais em reclamar com a arbitragem, o Brasil abriu vantagem de três pontos. Mas, após a parada técnica, os rivais encaixaram o bloqueio e assumiram a dianteira em um ataque para fora de Théo:13/12.
Com a inversão feita, o Brasil voltou à frente em um ace de Giba. Mas, como os Estados Unidos mais uma vez recuperaram a ponta, Bernardinho restabeleceu a formação inicial. Anderson sentiu dores no ombro direito e foi sacado por Alan Knipe. Na seqüência, os americanos comemoraram um ponto antes da hora, e Murilo pôs o Brasil em vantagem. Giba virou duas seguidas em resposta aos pontos rivais, e Lucão, pelo meio e no bloqueio, fechou a parcial em 25/22.
Estados Unidos se rendem, e Brasil vai às semis
O Brasil voltou à disputa no quarto set disposto a encerrar a jogo. Até Lucão, que não vinha bem no saque, deixou o a seleção com 4/1 após um ace. Os americanos não conseguiam responder à altura e, desconcertados, somaram erros bobos, cedendo 13/6 no placar. Anderson, após receber atendimento, retornou à quadra, mas pouco pôde fazer.
O bloqueio verde e amarelo se transformou em arma eficiente e acabou com o moral do rival: Murilo, Sidão e Théo se destacaram no fundamento e deixaram a seleção com 18/10. Com os rivais rendidos, a vantagem foi administrada até Sidão cravar no chão, devolvendo o placar do primeiro set e selando a classificação às semis da Liga Mundial: 25/15.

07/07/2011 07h39 - Atualizado em 07/07/2011 08h54 Rússia bate Cuba sem dificuldades e se garante nas semis da Liga Mundial


Equipe de Vladmir Alenko vence por 3 sets a 0, com um triplo 25/20 no placar

Por GLOBOESPORTE.COMGdansk, Polônia
A Rússia fez o dever de casa e garantiu participação na semifinais da Liga Mundial com uma rodada de antecipação. Na manhã desta quinta-feira, a equipe de Vladmir Alenko bateu Cuba por 3 sets a 0, em triplo 25/20. Capitão russo, Taras Khtei foi o maior pontuador da partida, com 16 acertos.
vôlei russia cuba liga mundial (Foto: divulgação / FIVB)Russos comemoram vitória sobre Cuba e classificação às semis da Liga Mundial (Foto: divulgação / FIVB)
Apesar do segundo revés, Cuba ainda tem chances de avançar na competição. Para isso precisa torcer para que o Brasil não pontue nos jogos desta quinta e sexta (contra Estados Unidos e Rússia, respectivamente) e vencer o confronto contra os Estados Unidos, às 6h (horário de Brasília), de sexta-feira.
 

06/07/2011 11h51 - Atualizado em 06/07/2011 11h51 Após virada, Giba elogia performance dos reservas: ‘Não é sorte, é trabalho’


Ponteiro entra no terceiro set e ajuda seleção a bater Cuba por 3 sets a 2

Por GLOBOESPORTE.COMGdansk, Polônia
O Brasil perdia por 2 sets a 0 quando Giba entrou em quadra. O camisa 7, junto com outros reservas, deu novo ânimo à equipe e, no tie-break, conquistou a vitória sobre os cubanos pela fase final da Liga Mundial (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). A reação pelas mãos de atletas que começaram a partida no banco fez o ponteiro elogiar o plantel brasileiro e o trabalho desenvolvido pela comissão técnica, que deu oportunidade a vários jogadores durante a fase de grupos do torneio.
- É o poder do Brasil. Mudamos três, quatro peças e não cai o nível. Contra a Polônia começamos com um sexteto. No ouro jogo, outro sexteto. O técnico deles já não sabia mais como nos marcar. Nesta quarta mudamos todo mundo e, no terceiro set, pegamos o controle. Não é sorte, é trabalho.
Giba também destacou a confiança do grupo. Segundo o jogador, este é um diferencial da seleção em relação aos adversários.
- Na maioria dos jogos decisivos, ganhamos dois pontos. Algumas equipes pensam “será que dá?”. Conosco não tem esse “será”. Nós sabemos que vai dar.
vôlei giba brasil cuba (Foto: divulgação / FIVB)Giba dá gancho: ponteiro entra no terceiro set e marca 10 pontos contra Cuba (Foto: divulgação / FIVB)
O Brasil volta à quadra às 8h30m desta quinta-feira, contra os Estados Unidos. Os americanos, que perderam para a Rússia nesta quarta, precisam vencer para seguir com chances de classificação para as semifinais. Na fase classificatória, cada equipe venceu dois confrontos, todos pelo placar de 3 sets a 1.